terça-feira, 1 de julho de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

Um lugarzinho só seu lá no céu...


É difícil pra dizer o quanto você é importante na minha vida. O quanto você mudou a minha história, e o quanto você faz parte de mim.
Quando você chegou, eu não queria mais gostar de ninguém. Estava desiludida por tudo que já tinha passado, sem perspectiva de que podia ser feliz. Achando que amar não era pra mim.
E você veio chegando... chegando... com seu jeito doce... quieto... seu carinho... relevou comentários maldosos... situações estranhas... tudo pra ficar ao meu lado... e foi me conquistando aos poucos... mostrando que eu podia confiar em você... que dava sim pra tentar ser feliz de novo...
E conseguiu! Sério... conseguiu mesmo! Foram os dois anos mais felizes da minha vida! Com exceção de algumas discussões normais de qualquer casal, foram os melhores dois anos que eu poderia ter. Nossas conversas (eu falava e você ouvia), quantos ônibus e quantas lotações deixamos ir embora porque não queríamos ir pra casa porque  o tempo que ficávamos juntos era especial, só nosso. Como eu esperava o fim de semana chegar porque sabia que com você ao meu lado eu teria um pouco de paz e que tudo que eu tinha passado durante a semana iria embora e daria lugar para uma semana novinha em folha. A amizade, o carinho, o respeito, o desejo. Tudo perfeito, lindo, como eu sempre sonhei que seria um relacionamento, eu me pegava várias vezes rindo sozinha no ônibus, na rua, pensando no nosso beijo, no seu toque, suspirando com cada coisa que lembrava e desejando te ver de novo... e de novo... e de novo. Seu sorriso era encantador... e a maneira como prestava atenção no que eu dizia também. Eu sonhava em passar o resto da minha vida ao seu lado, em poder ter pra sempre essa companhia que eu achava tão boa pra mim.
Mas... como nem tudo é perfeito... e como sempre tem algo pra estragar...
E com a morte da minha mãe eu passei por uma coisa nova, um sentimento novo, que eu achava que iria demorar muito pra passar. O sentimento de impotência diante da morte, de ter que ficar sem fazer nada e vendo minha mãe, minha segurança, minha ajuda, ir embora assim de repente, sem aviso prévio. Era como se meu mundo tivesse desabado, de um jeito trágico, soterrando tudo que estivesse em volta, machucando o mais profundo que pudesse machucar, rasgando o coração, dilacerando novamente minha perspectiva de futuro.
Só que da mesma maneira que tudo desabou, tudo se ergueu rápido demais de novo. Fomos morar juntos, tinha meu filho pra cuidar, precisava continuar trabalhando, tinha que pagar as contas, cuidar da casa, de você, da família que mudou da noite pro dia. Tudo se erguendo rápido, mudando rápido, consertando rápido, mas sem alicerce nenhum. Bonito por fora, mas oco. Juro que eu achei que fosse dar certo, achei mesmo. Mas como qualquer coisa frágil e sem preparação nenhuma (tanto minha como sua) veio a primeira tempestade e (shhhhhhhhhhh) derrubou tudo de novo. Fui... fomos... novamente cobertos... soterrados... eu surtei... não conseguia mais achar meu chão, não conseguia me apoiar em você... não tinha onde me agarrar... fui descendo o mais profundo que alguém pode descer. Não tinha mais forças pra lutar... fiquei louca... doente... ausente... reclamava de tudo... tinha ódio do mundo...  coloquei um sentimento de raiva e ódio dentro de mim e nutria esse sentimento a cada dia.. e culpei tudo e todos por isso... o ar que eu respirava já era irritante o suficiente, o simples fato de ter que acordar todos os dias já me causava ódio. Eu realmente não tive a capacidade de lutar com tudo isso. Estava perdida, sem direção, e achava que estava certa (que todos estavam contra mim) e que quem quisesse que me aguentasse daquele jeito.
E por incrível que pareça você aguentou!!! E aguentou mais uma vez... e mais uma... e mais uma... e continuou aguentando por tanto tempo que é até difícil de acreditar.
As brigas foram muitas.. as batalhas... as guerras de todos os dias... e os mortos e feridos éramos nós mesmos... mutilados dia após dia... a cada golpe desferido sem o menor receio do que estávamos machucando..
E mais uma vez... você aguentou... nós aguentamos...
Sei que nunca vou saber a dimensão do estrago causado... e também nunca vou saber o que está sendo consertado... o que vai melhorar... e o que necrosou de vez..
Nunca vou saber...
Mas sei que de alguma maneira estamos vivos... e... juntos... depois de tudo... de toda a humilhação... de todo sofrimento... de cada tortura e cicatriz que fizemos em nossos corações... continuamos juntos...
Hoje estamos casados... e vivendo nossas vidas guiados de algum jeito pela unção de Deus... esse mesmo Deus que nos manteve juntos até agora... mesmo com toda maldade que ronda a vida da gente...
Se tudo foi perdoado? Se o sofrimento vai ser esquecido? Outras perguntas que talvez nunca vamos saber as respostas...
Nossa família esta mudando todos os dias... encontrando devagarinho a paz que tanto procuramos... buscando novamente a felicidade que sempre nos pareceu tão difícil de alcançar...
E nossa família também vai crescer um dia... e quando Deus mandar nosso filho... vou carregar em mim um fruto dessa vitória que conquistamos da maneira mais difícil que se possa conquistar...
Carregar um filho seu... um filho nosso... que vai trazer alegrias... esperança... maturidade... e uma nova maneira de olhar a vida... olhar pelo lado bom... de quem persistiu para chegar até aqui e sabe que não foi em vão...

São cinco anos Vida... cinco anos... tempo demais pra deixar passar... tempo demais para deixar que lembranças ruins atrapalhem...
Cinco anos... tempo mais do que suficiente para eu ter a certeza do quanto te amo... e do quanto quero que tudo isso valha a pena... e que esse amor... que ficou soterrado por vários motivos... renasça... e cresça... e possa mostrar ao filho que ainda vamos ter... como é bom ser amado... sem mágoas... e dar pra ele o amor verdadeiro... aquele que quase deixamos escapar... por não sabermos como lidar com ele...
O amor de uma família de verdade... inteira... e sem dores!!!!!!

Amo você... hoje e sempre!!!!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Você e teu gosto pelo silêncio no quarto... Eu e a minha mania terrível de pensar demais até o sono sumir... Eu sempre falando demais... você sempre calado... E eu aceito você assim: sem palavras e a maior parte do tempo cansado... Mas minha insônia perguntou pra mim... enquanto você dormia.. se o que temos é realmente verdade... Se quando você me abraça... você me abraça tambem com um breve suspiro de que possa ser amor... Perguntei pra mim mesma pra não te questionar... pra não te incomodar... pra não te acordar do teu sono pesado... Mas quando você dorme o tempo não pára na casa... eu continuo pela noite vivendo nós dois... sozinha... Num momento teu presente pra que o momento me valha... Você continua dormindo e eu te acordo em poesia... Mas a poesia de hoje te descreve como quem não me entende.. A poesia de hoje não te entende também... Nem teu cansaço... nem tua irritação ou teu corpo simplesmente largado... Eu sei que você anda exausto e que você fez tudo o que achava que podia (ou devia) fazer depois de um dia difícil de trabalho e que só o que você queria era dormir e poder descansar... Mas eu não te contei que eu esperei pela porta abrir o dia inteiro... Não te contei que eu esperei por você o dia todo... exatamente como estou esperando até agora...


(esse texto não é meu... mas.. bem que podia...)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pra não esquecer o carinho...

(")_(")
(=';'=)
(_):'''v''':
(",)"-.-"

... um coelhinho com eu coração pra você... pessoa brava... mas linda...

|..................................|
|...............................| | | " | ''''\_
|_______________| | | _ | ___| )<
.! (@) ' (@) '''*!(@) ****!(@)

... tô meio perdida... me mostra o caminho da felicidade? vem junto comigo?


São mensagens assim... cheias de amor... que alegram nosso dia... e fazem tudo valer a pena..

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Das nossas conversas por SMS...



Nos falamos muito... sempre... seja coisas boas... seja discutindo... seja chorando... ou rindo... Sempre nos falamos muito... desde o começo... onde... muitas vezes... era mais gostoso se falar...
Hoje as conversas mudaram... mudaram o tom... e os assuntos...
Mas eu ainda sinto a mesma necessidade de falar com você... e acho que sempre vou sentir...

Eu... "não quero nunca ter que ficar longe de você.."
Você... "hum.. espero que você não mude de opinião nunca... eu também não quero ficar longe de você.."
Eu... "hum.. espero que nenhum de nós tenha motivos pra mudar de opinião nunca..."
Eu... "você sabe como amo estar com você.. mas não quero nada forçado... principalmente um filho... se você quiser tomo remédio... mas não quero você me evitando ou se afastando por causa disso... só quero ficar com você... todos os dias se for possível.."
Você... "rs... sem problemas..."
Eu... "gosto do jeito como você me beija.. amo seu beijo... gosto do jeito como você me toca... gosto da sua mão... da sua boca... do peso do seu corpo... da sua força e da sua delicadeza... do seu cabelo... do seu cheiro e da sua pele.. gosto do seu ritmo e de poder deitar no seu peito quando tudo acaba... de ouvir sua respiração e o coração acelerado... gostando de tanta coisa... como consigo ficar sem? não dá mais... não sou forte o bastante pra ficar sem você... sem seu carinho..."
Você... "Jura?"
Eu... "não preciso jurar... você sabe que é verdade... é só você perceber quantas vezes na semana quero ficar com você... e como já fui dormir magoada quando você não me queria..."
Você... "é eu sei.. vou concertar isso..."
Eu... "eu preciso de você... por mais que eu me faça de durona... é só casca... por dentro sou mole... me escondo na concha igual ostra de medo de sofrer... agrido antes de ser agredida... tudo casca... a verdade é que as vezes sinto que preciso das suas pernas para andar... ou do seu pulmão pra respirar... que se um dia você me deixar eu vou ficar roxa até morrer... rs"
Você... "nossa.. tá poética hoje.. adorei"

E com essas conversas... que começam do nada.. e parecem sem pé nem cabeça... eu sempre falando muito... você sempre monossilábico... é que eu percebo que vale a pena continuar lutando...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

É meu jeito de me aproximar...

Venho tentando a um tempo aceitar Deus de uma outra maneira... como o único que pode me ajudar e me livrar de todos os tormentos e todas as dificuldades que venho passando... porque Ele... somente Ele... conhece TUDO o que se passa no nosso coração... somente Ele é capaz de entender e respeitar nossas escolhas... mas... se fizermos as escolhas erradas... somente Ele nos carrega no colo até a gente ficar forte de novo... É difícil entender as coisas... se abrir... abrir o coração... Mas essa semana eu tive duas confirmações do que é o amor de Deus...
Domingo eu fui a igreja... de coração limpo para o que Deus quisesse me mostrar...
Orei muito... entreguei para Ele os problemas que estamos passando... fui tranqüila... sem pressa... com a certeza de que naquele dia alguma coisa ia ser diferente...
Na segunda feira já tivemos uma vitoria... Deus mostrou que estava ouvindo minhas orações...
Mas infelizmente as coisas estão complicadas ainda... E na madrugada de Terça para quarta tivemos um problema enorme... e isso sem deixou muito abalada...
Resolvi então seguir o conselho do pastor em colocar os joelhos no chão e pedir para Deus me aliviar o que eu estava sentindo... E deu certo...
Consegui conversar... esclarecer algumas coisas e me sentir bem mais aliviada da angustia que eu estava sentindo... Hoje senti a presença de Deus... Ele abrandou o sofrimento do meu coração... E eu espero que Ele também me ajude a seguir em frente...  na igreja... para que eu possa ter muito mais experiências como essa...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Chegamos ao fim?


É difícil entender que uma história chegou ao fim... Talvez porque acho que pra mim as historias sempre chegam ao fim antes da hora... Da pra contar em poucas linhas quantas vezes eu me lembro de ter sido feliz... Mas não de dar sorrisos amarelos... ou rir de uma piada... ou mostrar que esta feliz para os outros... feliz... de verdade... realmente feliz... me lembro de poucas...
Como quando meu filho nasceu... e quando decidimos namorar indo juntos pra casa sentados no banco do ônibus que fica logo atras do motorista... as tantas vezes que a gente ficou no terminal da Lapa conversando no banco... no terminal Pirituba em pé na grade... as coisas que você me dizia... do  porque gostava de conversar comigo... sei lá... dizia que era legal ouvir tudo que eu já tinha passado... acho que esse encanto era porque eu tinha tanta história pra contar... mas como disse... pra mim as coisas sempre terminam rápido demais... e a felicidade desses dias terminou também...
Eu ficava com você tanto tempo conversando na rua porque eu não queria voltar pra casa... aqui as coisas também eram difíceis... e com você tudo parecia mais facil... eu chegava em casa e sempre tinha um motivo pra discutir e ir dormir chateada com tudo... e foi isso que me fez querer ficar mais tempo com você...  E a cada dia essa vontade aumentava mais...
Mas olha só onde a gente chegou agora? Olha a que ponto?
As vezes acho que estamos indo por um caminho sem volta... que vai deixar muitas marcas ruins em nossas vidas... tantas coisas que eu te falei... porque eu disse tudo aquilo? E se sei que sempre vai terminar assim... Porque não aprendo a ficar quieta? por quanto tempo mais eu vou sofrer e fazer as pessoas que eu gosto sofrerem? To chateada com tudo isso... sem esperança de dias melhores... e sem saber o que fazer... não quero prender você... Mas será mesmo que não quero? Será que não seria melhor se tudo isso acabasse de uma vez? Até quando vamos ficar fazendo de conta que esta tudo bem? Podemos ainda continuar? Vamos agüentar? Juntos... pra sempre... infelizes... mas pra sempre? Sempre? Ate quando é sempre? Até enlouquecermos de vez? Até nos matarmos? Irmos presos? Destruir a ultima esperança dos nossos corações de que ainda existe amor em algum lugar?
A magia se perdeu... O encanto das historias que contávamos naquelas noites de terminais também... e junto... mas não sem tempo... se foram também o carinho... o companheirismo e o respeito... e deixou lugar pra muito rancor e mágoa... pra muita dor e sofrimento que a gente não merecia estar passando...