(esse texto não é meu... mas.. bem que podia...)
quarta-feira, 12 de março de 2014
Você e teu gosto pelo silêncio no quarto... Eu e a minha mania terrível de pensar demais até o sono sumir... Eu sempre falando demais... você sempre calado... E eu aceito você assim: sem palavras e a maior parte do tempo cansado... Mas minha insônia perguntou pra mim... enquanto você dormia.. se o que temos é realmente verdade... Se quando você me abraça... você me abraça tambem com um breve suspiro de que possa ser amor... Perguntei pra mim mesma pra não te questionar... pra não te incomodar... pra não te acordar do teu sono pesado... Mas quando você dorme o tempo não pára na casa... eu continuo pela noite vivendo nós dois... sozinha... Num momento teu presente pra que o momento me valha... Você continua dormindo e eu te acordo em poesia... Mas a poesia de hoje te descreve como quem não me entende.. A poesia de hoje não te entende também... Nem teu cansaço... nem tua irritação ou teu corpo simplesmente largado... Eu sei que você anda exausto e que você fez tudo o que achava que podia (ou devia) fazer depois de um dia difícil de trabalho e que só o que você queria era dormir e poder descansar... Mas eu não te contei que eu esperei pela porta abrir o dia inteiro... Não te contei que eu esperei por você o dia todo... exatamente como estou esperando até agora...
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